Uma extraodinária coincidência?

Um vereador, eleito na cidade de São João Batista, Santa Catarina, denunciou os gestores de uma escola municial de patrocinaram a segregação racial. Segundo a notícia publicada em um jornal do estado, as crianças foram segregadas em salas a partir dar cor da pele. Em uma sala, as crianças brancas e na outra, as negras.

A pouco convincente resposta da Secretaria Municipal de Educação de São João Batista foi a de assegurar que a alocação das crianças às salas se deu por um critério absolutamente aleatório. Aleatorizar é sortear. E o resultado do sorteio foi muito claro, as crianças brancas em uma turma e as negras em outra. Como em um sorteio os itens sorteados são independentes do anteriormente selecionado, é possível que isso tenha mesmo acontecido. De fato, é possível que isso tenha ocorrido, mas é muito pouco provável.

A resposta da Secretaria de Educação do município ao vereador foi a de desqualificar a denúncia, acentuando que ela estava sendo utilizada de maneira política para prejudicar o excelente trabalho da administração municipal. Esta resposta indica a absoluta falta de sensibilidade das autoridades em relação a um caso gravíssimo de segregação racial. Nenhuma reflexão sobre como o resultado do sorteio foi aceito sem qualquer tipo de ponderação por parte da direção do estabelecimento escolar. Muito menos qualquer palavra sobre a rotina de funcionamento de uma escola com turmas segregadas por critérios raciais.

A lacônica nota da secretaria de educação também deixa uma série de questões no ar. Direção, vice-direção, coordenação pedagógica, técnicos educacionais, nenhuma instância se deu conta do que estava ocorrendo? Quais os artifícios dos professores das duas turmas para enfrentarem esta situação? E os pais dos alunos, como se posicionaram? E o mais importante, quais as consequências dessa situação absurda para o desenvolvimento emocional e cognitivo das alunas e alunos da escola?

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