
Roberto dos Santos Lacerda (UFS LAG)
Adolfo Pizzinato (UFRGS)
Daniela dos Santos Sacramento – Secretaria de Educação (SEDUC)
Patrícia da Silva (UFAC

Roberto dos Santos Lacerda (UFS LAG)
Adolfo Pizzinato (UFRGS)
Daniela dos Santos Sacramento – Secretaria de Educação (SEDUC)
Patrícia da Silva (UFAC
Psicologia Social e Conflito Social na Escola: Teorias, Pesquisas e Aplicações

Dalila Xavier de França- Universidade Federal de Sergipe (UFS)

Luciana Maia – Universidade de Fortaleza (UNIFOR)

Marcus Eugênio Oliveira Lima – Universidade Federal de Sergipe (UFS)
Inicia-se hoje o IV Seminário Internacional de Psicologia Social, com a presença da autoridades universitárias e de um bom público. Iremos documentar no site algumas atividades do seminário.
Esse livro apresenta, a partir da psicologia social, modelos teóricos e empíricos de entendimento e intervenção nos conflitos intergrupais nas escolas. Ele se insere em um projeto de criação do Observatório Permanente dos Preconceitos nas Escolas de Sergipe (OPPES), projeto iniciado em 2020. Desde então, a cada mês os integrantes do OPPES vão a escolas da rede estadual para, a partir de diagnósticos sistemáticos dos níveis e tipos de conflitos entre grupos, estabelecerem estratégias e desenvolver ações de empoderamento identitário, combate a estereótipos, redução de preconceitos e evitação e controle das ações agressivas de discriminação. As ações envolvem professores, gestão escolar, pais e alunos. Elas focam preconceitos e intolerâncias de vários tipos. O livro traz informações para diretores, professores e pais lidarem com as diversas violências que ocorrem nas escolas e contribui para a formulação e avaliação de políticas públicas de não-violência no contexto escolar.
O portal Extraclasse publicou no dia 11 de abril uma matéria sobre o livro Democratização do colo: Educação antirracista para e com bebês e crianças pequenas, escrito pela educadora Jussara Santos e publicado pela Papirus Editora.
Clique aqui para ler a matéria.

Um vereador, eleito na cidade de São João Batista, Santa Catarina, denunciou os gestores de uma escola municial de patrocinaram a segregação racial. Segundo a notícia publicada em um jornal do estado, as crianças foram segregadas em salas a partir dar cor da pele. Em uma sala, as crianças brancas e na outra, as negras.

A pouco convincente resposta da Secretaria Municipal de Educação de São João Batista foi a de assegurar que a alocação das crianças às salas se deu por um critério absolutamente aleatório. Aleatorizar é sortear. E o resultado do sorteio foi muito claro, as crianças brancas em uma turma e as negras em outra. Como em um sorteio os itens sorteados são independentes do anteriormente selecionado, é possível que isso tenha mesmo acontecido. De fato, é possível que isso tenha ocorrido, mas é muito pouco provável.
A resposta da Secretaria de Educação do município ao vereador foi a de desqualificar a denúncia, acentuando que ela estava sendo utilizada de maneira política para prejudicar o excelente trabalho da administração municipal. Esta resposta indica a absoluta falta de sensibilidade das autoridades em relação a um caso gravíssimo de segregação racial. Nenhuma reflexão sobre como o resultado do sorteio foi aceito sem qualquer tipo de ponderação por parte da direção do estabelecimento escolar. Muito menos qualquer palavra sobre a rotina de funcionamento de uma escola com turmas segregadas por critérios raciais.
A lacônica nota da secretaria de educação também deixa uma série de questões no ar. Direção, vice-direção, coordenação pedagógica, técnicos educacionais, nenhuma instância se deu conta do que estava ocorrendo? Quais os artifícios dos professores das duas turmas para enfrentarem esta situação? E os pais dos alunos, como se posicionaram? E o mais importante, quais as consequências dessa situação absurda para o desenvolvimento emocional e cognitivo das alunas e alunos da escola?

O Observatório Permanente dos Preconceitos em Escolas de Sergipe (OPPES) se originou do projeto de pesquisa: “Observatório dos preconceitos na rede estadual de ensino de Sergipe: Modelos de convivência para resolução de conflitos nas escolas”, que tem como objetivo: pesquisar, intervir, monitorar e combater as expressões de preconceitos nas escolas da rede estadual de ensino do estado de Sergipe, a fim de promover a redução de conflitos e o empoderamento das identidades.
O OPPES surge da necessidade de criar ações que visem o monitoramento e enfrentamento de diferentes formas de preconceitos que se expressam na sociedade, e em particular no contexto escolar, buscando reduzir seus impactos no bem-estar psicológico, na identidade social, na sociabilidade e nos resultados escolares de crianças e jovens.
O projeto é coordenado pelos professores Marcus Eugênio Oliveira Lima, Dalila Xavier de França e Raquel Meister Ko Freitag, do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e conta com o apoio financeiro da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe – FAPITEC/SE, e com o apoio e parceria da Secretaria de Educação do Estado de Sergipe – SEDUC/SE.