
Identidade étnico racial
Finalidade: Discutir identidade étnica e religiosa
Público alvo: estudantes do ensino básico
Número de páginas: 18
Ano de lançamento: 2024
Link para obter a cartilha no repositório institucional da UFS
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Identidade étnico racial
Finalidade: Discutir identidade étnica e religiosa
Público alvo: estudantes do ensino básico
Número de páginas: 18
Ano de lançamento: 2024
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Identidade Religiosa
Finalidade: Discutir identidade religiosa, diversidade e tolerância
Público alvo: estudantes do ensino básico
Número de páginas: 16
Ano de lançamento: 2024
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O que é identidade?
Finalidade: apresentar e discutir as noções de identidade pessoal e social.
Público alvo: estudantes do ensino básico
Número de páginas: 22
Ano de lançamento: 2024
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Um vereador, eleito na cidade de São João Batista, Santa Catarina, denunciou os gestores de uma escola municial de patrocinaram a segregação racial. Segundo a notícia publicada em um jornal do estado, as crianças foram segregadas em salas a partir dar cor da pele. Em uma sala, as crianças brancas e na outra, as negras.

A pouco convincente resposta da Secretaria Municipal de Educação de São João Batista foi a de assegurar que a alocação das crianças às salas se deu por um critério absolutamente aleatório. Aleatorizar é sortear. E o resultado do sorteio foi muito claro, as crianças brancas em uma turma e as negras em outra. Como em um sorteio os itens sorteados são independentes do anteriormente selecionado, é possível que isso tenha mesmo acontecido. De fato, é possível que isso tenha ocorrido, mas é muito pouco provável.
A resposta da Secretaria de Educação do município ao vereador foi a de desqualificar a denúncia, acentuando que ela estava sendo utilizada de maneira política para prejudicar o excelente trabalho da administração municipal. Esta resposta indica a absoluta falta de sensibilidade das autoridades em relação a um caso gravíssimo de segregação racial. Nenhuma reflexão sobre como o resultado do sorteio foi aceito sem qualquer tipo de ponderação por parte da direção do estabelecimento escolar. Muito menos qualquer palavra sobre a rotina de funcionamento de uma escola com turmas segregadas por critérios raciais.
A lacônica nota da secretaria de educação também deixa uma série de questões no ar. Direção, vice-direção, coordenação pedagógica, técnicos educacionais, nenhuma instância se deu conta do que estava ocorrendo? Quais os artifícios dos professores das duas turmas para enfrentarem esta situação? E os pais dos alunos, como se posicionaram? E o mais importante, quais as consequências dessa situação absurda para o desenvolvimento emocional e cognitivo das alunas e alunos da escola?

O Observatório Permanente dos Preconceitos em Escolas de Sergipe (OPPES) se originou do projeto de pesquisa: “Observatório dos preconceitos na rede estadual de ensino de Sergipe: Modelos de convivência para resolução de conflitos nas escolas”, que tem como objetivo: pesquisar, intervir, monitorar e combater as expressões de preconceitos nas escolas da rede estadual de ensino do estado de Sergipe, a fim de promover a redução de conflitos e o empoderamento das identidades.
O OPPES surge da necessidade de criar ações que visem o monitoramento e enfrentamento de diferentes formas de preconceitos que se expressam na sociedade, e em particular no contexto escolar, buscando reduzir seus impactos no bem-estar psicológico, na identidade social, na sociabilidade e nos resultados escolares de crianças e jovens.
O projeto é coordenado pelos professores Marcus Eugênio Oliveira Lima, Dalila Xavier de França e Raquel Meister Ko Freitag, do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e conta com o apoio financeiro da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe – FAPITEC/SE, e com o apoio e parceria da Secretaria de Educação do Estado de Sergipe – SEDUC/SE.